Tem um botão no programa IRPF que poucos contribuintes usam: "Calcular". Ele processa os dois modelos de declaração ao mesmo tempo e mostra qual resulta em mais restituição (ou menos imposto a pagar). O problema é que a maioria das pessoas escolhe o modelo por hábito ou suposição — e paga imposto a mais sem perceber.
O modelo completo usa as deduções reais que você comprova: plano de saúde, dependentes, educação, PGBL. O modelo simplificado ignora tudo isso e aplica um desconto fixo de 20% sobre a renda tributável, com teto de R$ 16.754,34/ano. A lógica é simples: se suas deduções reais somam mais de 20% da renda, o completo vence. Se forem menos, o simplificado é melhor. A escolha certa pode representar centenas ou milhares de reais.
Diferença Principal entre os Modelos
Quando o Modelo Completo Compensa?
- ▸Tem muitos dependentes (filhos, cônjuge) — R$ 2.275,08/ano cada
- ▸Gastou muito com saúde (plano, médicos, dentista) — sem limite
- ▸Tem filhos em escola/faculdade — R$ 3.561,50/ano cada
- ▸Contribuiu ao PGBL — até 12% da renda bruta
- ▸Paga pensão alimentícia judicial — 100% dedutível
- ▸É autônomo e tem muitas despesas profissionais via livro-caixa
Quando o Modelo Simplificado Compensa?
- ▸Solteiro sem dependentes e com poucas despesas médicas
- ▸Renda alta com poucas deduções (20% já é vantajoso)
- ▸Perdeu comprovantes e não tem documentação para o completo
- ▸Situação fiscal simples com poucos tipos de renda
Exemplos Práticos
Perguntas Frequentes
Conclusão
Um caso real: contribuinte com renda de R$ 60.000/ano, 2 filhos em escola particular (R$ 1.500/mês cada), plano de saúde de R$ 900/mês e PGBL de R$ 600/mês. Deduções reais: R$ 48.000/ano — muito acima dos R$ 12.000 do simplificado (20% de R$ 60.000). Usar o simplificado por preguiça nesse caso representa pagar IR sobre R$ 36.000 a mais de base tributável. A diferença de imposto: mais de R$ 5.000. Isso é o que o botão "Calcular" no programa IRPF mostra em 30 segundos.